Cefalometria

A HISTÓRIA DA CEFALOMETRIA RADIOGRÁFICA

A cefalometria radiográfica é uma mensuração de grandezas físicas, lineares e angulares em radiografias da cabeça. A denominação cefalometria foi muito oportuna pois em cefalo temos reunidos todos os componentes da cabeça (ossos, dentes e tecidos moles), distinguindo-se desta forma da craniometria, usada na antropologia, que fazia os estudos em crânios secos.

vinciA cefalometria radiográfica só foi possível após a descoberta dos raios X em 1895 e tem seu marco inicial na publicação de: “A new X-ray technique and its aplication to orthodontics” no Angle Orthodontist, por B.H.Broadbent (1931). Mas o surgimento da cefalometria radiográfica foi resultado de um longo caminhar da ciência na história quando podem-se encontrar antepassados no mais remoto dos tempos em diversas culturas como as civilizações egípcia, grega e outras da Idade Antiga.

B.H.Broadbent

O PAI DA CEFALOMETRIA RADIOGRÁFICA

Broadbent realizou estudos longitudinais em crianças, através de radiografias da cabeça, e defende que a anatomia não deve ser estudada em cadáveres e sim em crianças vivas. Em 1928, com financiamento do Bolton Fund, inicia estudo com telerradiografias da face de crianças em desenvolvimento.

O primeiro cefalostato criado por Broadbent permitia apenas tomadas laterais da face, sendo então modificado e permitindo tomadas frontais. Em 1931, Broadbent publica “A new X-ray technique and its application to orthodontics” no Angle Orthodontist de abril (trabalho anteriormente lido no Congresso da Chicago Dental Society, em 4 de fevereiro de 1931). Este artigo é reconhecido como o marco inicial da cefalometria radiográfica. Broadbent utiliza um cefalostato de própria autoria, de excelente qualidade e precisão, que basicamente vem sendo usado até nossos dias. Impõe, definitivamente, o método de mensuração em radiografias da face, como uma avaliação científica para os problemas ortodônticos.

As radiografias seriadas, que antes eram tomadas com cefalostatos imperfeitos e por isso questionado o seu valor, passam a ser consideradas imprescindíveis na observação do crescimento e na avaliação dos tratamentos ortodônticos.

Em 1937, Broadbent publica dois trabalhos, onde descreve maiores detalhes da técnica por ele idealizada e estabelece medidas crânio-faciais em crianças normais. Por toda essa contribuição, Broadbent é, com muita justiça, considerado o pai da cefalometria radiográfica

De Hipócrates a Da Vinci Padrões Antropológicos

EM BUSCA DE UM PADRÃO

Em 1768 temos o início dos trabalhos antropológicos de Pieter Camper com o objetivo de determinar características étnicas de sexo e idade. No ano de 1780, Pieter Camper descreve o ângulo facial, formado pela intersecção do plano de Camper (que passa pelo centro do conduto auditivo externo e a base do nariz) com a linha facial (tangente à parte mais proeminente do osso frontal e à leve convexidade anterior do incisivo central superior).

Devido ao grande interesse nas observações foi necessário o estabelecimento de uma forma padronizada de observação. Na Alemanha, em München (1877) e Berlin (1880), é tentado em vão, estabelecer-se um método comum para observação de crânios.

Somente no XIII Congresso Geral da Sociedade de Antropologia Alemã (realizado em Frankfurt-am-Maine em 1882) é definitivamente aprovado o plano de Von Ihering e aceito, universalmente como plano de orientação do crânio.

Toda observação e descrição do crânio passaram a ser feitas na suposição de que o crânio está com este plano paralelo à linha do solo. Convencionou-se o nome de “plano horizontal de Frankfurt”, ou plano de Frankfurt

roentApós a descoberta dos raios-X, em 1895, por Wilhelm Roentgen, Welcker, em 1896, recomenda as radiografias da cabeça para estudar o perfil ósseo, e Berglund, em 1914, relaciona o perfil ósseo com o perfil tegumentar. É a possibilidade de estudo do crânio em seres vivos e não apenas em crânios secos como antes na antropometria.

Os avanços no uso dos Raios X

Hofrath publica na Alemanha, em 1931, trabalho clássico na literatura mundial, onde utiliza um cefalostato de Korkhaus (imobilizador da cabeça para a tomada radiográfica) ao qual faz modificações. Descreve minuciosamente a técnica radiográfica que desenvolveu e também análises cefalométricas. Utiliza o plano de Frankfurt como referência e destaca a necessidade de avaliação do ângulo mandibular.

EM BUSCA DE UM PADRÃO

Em 1768 temos o início dos trabalhos antropológicos de Pieter Camper com o objetivo de determinar características étnicas de sexo e idade. No ano de 1780, Pieter Camper descreve o ângulo facial, formado pela intersecção do plano de Camper (que passa pelo centro do conduto auditivo externo e a base do nariz) com a linha facial (tangente à parte mais proeminente do osso frontal e à leve convexidade anterior do incisivo central superior).

Devido ao grande interesse nas observações foi necessário o estabelecimento de uma forma padronizada de observação. Na Alemanha, em München (1877) e Berlin (1880), é tentado em vão, estabelecer-se um método comum para observação de crânios.

Somente no XIII Congresso Geral da Sociedade de Antropologia Alemã (realizado em Frankfurt-am-Maine em 1882) é definitivamente aprovado o plano de Von Ihering e aceito, universalmente como plano de orientação do crânio.

Toda observação e descrição do crânio passaram a ser feitas na suposição de que o crânio está com este plano paralelo à linha do solo. Convencionou-se o nome de “plano horizontal de Frankfurt”, ou plano de Frankfurt

As contribuições de Broadbent

Vários autores contribuiram neste século com diferentes linhas de análises cefalométricas. Vários delas são largamente utilizados nos dias de hoje. Os autores de destaque de análises cefalométricas propõem uma série de fatores ou medidas obtidas a partir de pontos cefalométricos previamente definidos e marcados sobre a radiografia.

O PAI DA CEFALOMETRIA RADIOGRÁFICA

Broadbent realizou estudos longitudinais em crianças, através de radiografias da cabeça, e defende que a anatomia não deve ser estudada em cadáveres e sim em crianças vivas. Em 1928, com financiamento do Bolton Fund, inicia estudo com telerradiografias da face de crianças em desenvolvimento.

O primeiro cefalostato criado por Broadbent permitia apenas tomadas laterais da face, sendo então modificado e permitindo tomadas frontais. Em 1931, Broadbent publica “A new X-ray technique and its application to orthodontics” no Angle Orthodontist de abril (trabalho anteriormente lido no Congresso da Chicago Dental Society, em 4 de fevereiro de 1931). Este artigo é reconhecido como o marco inicial da cefalometria radiográfica. Broadbent utiliza um cefalostato de própria autoria, de excelente qualidade e precisão, que basicamente vem sendo usado até nossos dias. Impõe, definitivamente, o método de mensuração em radiografias da face, como uma avaliação científica para os problemas ortodônticos.

As radiografias seriadas, que antes eram tomadas com cefalostatos imperfeitos e por isso questionado o seu valor, passam a ser consideradas imprescindíveis na observação do crescimento e na avaliação dos tratamentos ortodônticos.

Em 1937, Broadbent publica dois trabalhos, onde descreve maiores detalhes da técnica por ele idealizada e estabelece medidas crânio-faciais em crianças normais. Por toda essa contribuição, Broadbent é, com muita justiça, considerado o pai da cefalometria radiográfica.

Autores e suas análises

A partir da segunda metade do nosso século a realização de medidas cefalométricas e a confecção de traçados tornou-se popular. Os métodos manuais se baseiam no uso de instrumentos de medição como réguas, compassos e transferidores. Atualmente, a informática forneceu um grande avanço na qualidade e facilidade da cefalometria.

Saiba mais

Os métodos computadorizados

Entre as tecnologias em crescente avanço, destaca-se a utilização de imagens digitais em várias atividades médico-odontológicas, chamada de imageologia, essa tecnologia é util não só para a cefalometria inicial, mas também no estudo e planejamento de casos, documentações de trabalhos, e simulações ortodônticas.

A CEFALOMETRIA COMPUTADORIZADA

partir da década de 60, começou-se a fazer uso de sistemas computadorizados para a realização de medidas cefalométricas. Os métodos disponíveis atualmente são:

A) Computadorizado com mesa digitalizadora;
B) Computadorizado com digitalização da radiografia.

O método computadorizado com uso de mesa digitalizadora surgiu de uma versão aplicada a ortodontia de sistemas de digitalização cartográfica para análise de mapas (Bondevik et al. 1981).

O método computadorizado com digitalização de radiografias fazendo uso de scanner surgiu de experiências realizadas pela RADIO MEMORY com uso de técnicas de processamento digital de imagens e computação gráfica.

O uso de imagens digitais na obtenção de medidas, realização de traçados e planejamento de tratamentos oferece uma série de vantagens em relação aos métodos anteriores.

Ferramentas poderosas como modificações de brilho e contraste, ampliações e recursos geométricos propiciam uma precisão sem precedentes em um tempo mínimo.

Estudos foram realizados com intuito de determinar se já se encontram instalados no que diz respeito a confiabilidade das medidas realizadas e conseqüentemente das conclusões obtidas, devido a minimização dos erros (Hallett, 1959; Baumrind and Frantz, 1971; Richardson, 1981; Davis and Mackay, 1991; Oliver R.G.,1991).